Nas manutenções corretivas, a presença de terminais elétricos carbonizados aponta para uma incompatibilidade nos materiais de contato da emenda, tendo a corrosão galvânica como a principal causadora dessa degradação estrutural. Uma vez que esse desgaste avança de forma silenciosa, ignorá-lo expõe a instalação a quedas de tensão e curtos-circuitos.
Sendo assim, a aplicação de peças projetadas para unir metais distintos é a medida técnica correta para prevenir o superaquecimento e garantir a estabilidade da rede elétrica. Continue a ler para saber mais.
A origem do ponto quente nas instalações
O fenômeno químico da corrosão galvânica ocorre sempre que dois metais diferentes, a exemplo da união entre cabos de cobre e alumínio, entram em contato direto. Para que a reação aconteça, a própria umidade do ambiente atua como o caminho condutor responsável pela troca de elétrons entre as peças.
A partir desse contato inicial, o metal de menor resistência à oxidação começa a se deteriorar, desencadeando um processo físico progressivo:
- A reação contínua gera uma camada de óxido na superfície do alumínio;
- Esse óxido passa a atuar como um isolante elétrico, diminuindo severamente a área útil de contato;
- Consequentemente, a energia encontra uma barreira física e passa a sofrer resistência para fluir.
A barreira mecânica gera o chamado ponto quente na conexão. Com o aquecimento contínuo da peça, o isolamento plástico dos cabos derrete e o terminal é carbonizado, o que cria o cenário ideal para o rompimento definitivo da fiação.
A solução técnica com conectores bimetálicos
Para resolver a união entre cabos de alumínio e cobre com segurança, a instalação exige a utilização de conectores bimetálicos, visto que esse componente tem a função primária de neutralizar o conflito químico entre os condutores e estabilizar a passagem de energia.
A eficiência dessa proteção está ligada à engenharia de fabricação das peças, que atuam de forma isolante através das seguintes características:
- Os conectores operam criando uma separação física segura entre os metais incompatíveis;
- A estrutura da peça recebe um banho de estanho em toda a sua superfície de contato;
- Por ter um potencial elétrico intermediário, o estanho atua como um estabilizador entre o cobre e o alumínio.
Por meio dessa construção, a aplicação do terminal bimetálico impede a troca indesejada de elétrons. Dessa forma, a corrente elétrica transita entre os cabos sem gerar o aquecimento das peças ou causar a degradação estrutural da liga metálica.
O uso de acessórios para a vedação completa
Como a oxidação depende estritamente do oxigênio e da umidade para avançar, o bloqueio efetivo desses agentes externos consiste na medida necessária para prolongar a vida útil da conexão. Com esse objetivo, o projeto de montagem deve incorporar acessórios complementares focados em isolar a emenda, tais como:
- Arruelas separadoras estanhadas: responsáveis por criar o distanciamento físico seguro em montagens de barramentos;
- Pastilhas bimetálicas: projetadas para estabilizar o contato elétrico de forma contínua entre duas superfícies planas;
- Pastas antióxido: compostos químicos que rompem a película invisível de óxido do alumínio durante o processo de aperto mecânico.
Neste último caso, logo após o atrito inicial promovido pelo aperto da ferramenta, o composto da pasta preenche todos os espaços vazios da junção. A ação bloqueia a entrada de oxigênio em definitivo, isolando a conexão da umidade presente no ar de maneira eficaz.
A escolha dos componentes para a segurança do projeto
Para adequar a montagem do seu projeto aos padrões normativos de segurança, consulte o catálogo de peças e acessórios da Novo Rumo Parafusos e encontre a solução exata para estabilizar a sua instalação.